12.03.2009

Continuação...

Por que não vivemos em outros tempo, em tempos de bruxas queimadas em fogueiras no meio de praças. Seria só gritar "bruxa" e todos acabariam com esse meu medo.
Medo de uma garota, não imaginaria me humilhar tanto.
E agora tinha dois problemas: Quem era aquela garota e o coração de Brandon.
Como já previa, Brandon se tornara um patético. Mas o que eu poderia fazer? Como falei, já previa.


04.


Já as 03.00hrs da madrugada, o telefone toca sem parar. Assustado atendo e respondo um Alô altamente forçado.
- Luiz, me ajuda, o que posso falar para a Eliza amanhã???
Ainda tentando me recompor, as palavras demoraram um pouco para fazerem sentido em minha cabeça. Não pareciam entrar no meu sistema auditivo para meu cerébro traduzir, mas pareciam vagar no quarto, aguardando que as apanhasse e as colocassem em ordem.
- Luiz!! Ainda está ai? Me ajuda, amigo.
- Alô, hã? Sim, estou aqui Brandon. Mas, mas... que tipo de ajuda? Não posso fazer nada.
-Sei que não gosta dela Luiz, mas preciso de sua ajuda.
- Olha, Brandon, quero muito te ajudar. Então faça-me o favor de esperar até amanhã, então conversaremos. Tchau. - O fone emite um forte barulho-.
Ira. Tudo que podia sentir naquele momento. Como aquela garota idiota tinha conseguido isso? - A verdade era, não queria acreditar, mas realmente Brandon estava apaixonado, e não havia nada que eu pudesse fazer.
O cheiro de café propagava no ar, um aroma que reconheceria à quilometros de distancia.
-Está na mesa!
Nesse dia me dirigi até a cozinha e, por incrível que pareça, não vi aquela mulher como apenas um robô que fazia todos os afazeres de casa e dizia que me amava, mas um ser humano, do sexo feminino que havia me parido em parto normal e me aguentado por longos e dolorosos 09 meses. Estava vendo ela como minha mãe.
E aquele projeto de água e sais que saia do meu olho, começou a fluir em minha face. Não! Sou homem, e homens não choram - até minha banda preferida, The Cure, cantava isso-.
Emoções, maldito quem as inventou, não aguentei e me entreguei à elas.
Abraço, um ato que muitos acham comum, mas para mim e minha mãe, não.
Ficar surpresa, não sei como explicar, mas a expressão daquela mulher... nunca irei esquecer.